Tendências inadiáveis em comunicação para serem startadas até 2020

Entender os novos consumidores, como as controvérsias da geração Z e criar canais próprios de relacionamento com seus públicos, será  imprescindível para empresas bem-sucedidas. A inclusão dos relações públicas nesta missão, não é optativo.

A palavra-chave para os próximos anos para nortear ações de comunicação de marcas é, sem dúvida, relacionamento honesto em todas as esferas. Nas áreas de comunicação e marketing das empresas, nenhum esforço fará sentido se não for precedido, apoiado e  sedimentado em conversas sinceras e honestas com seus públicos. O novo consumidor exige respostas francas, diretas e embasadas em propósitos. 

Por isso, só perdurarão marcas que primam pelo respeito ao próximo e pela atuação responsável e sustentável: princípios para ajudar um planeta que pede urgência para sobreviver e onde a felicidade, já se sabe, não está na produção de imagens de hiper-realidade. 

Estas exigências precisam ser construídas agora. É inadiável. Caso esse não seja ainda o seu caminho  e esteja em suas mãos gerenciar o destino de uma empresa bem-sucedida, quanto antes agir, melhor porque essa não é uma missão que se constrói da noite para o dia:  é um processo feito com calma, conhecimento e altruísmo, uma vez que se trata de extrair a essência que emerge, observando a necessidade do consumidor.

O principal desafio será entender a geração Z e suas controvérsias, apesar de tudo, jovens que instigam e ganham credibilidade, pelo menos pelo discurso. Um estudo etnográfico, realizado pela agência We Are Social, sobre a geração Z e o futuro dos consumidores para produzir o relatório “Nós Somos Gen Z: seu Poder e Paradoxo”, aponta que os nativos digitais querem desafiar a própria mentalidade, mas buscam encontrar pessoas que pensam  da mesma forma. Influenciar para eles, só se for por pessoas com propósitos e ideias bem definidas. Menos pluralidade e mais objetividade (nichos). Obter informação pelo digital não é tudo. Eles aceitam e adoram o papel impresso, porque o que importa é a qualidade do conteúdo. 

Exatamente aqui entra o importante papel da assessoria de imprensa. Mais do que nunca, os relações públicas precisam ser incorporados nas reuniões de decisões da diretoria das empresas. Esses profissionais podem alavancar e instaurar a compreensão nas conversas entre marcas e seus públicos.  Vem dos RPs a percepção mais intuitiva para a construção de pontes. Eles podem fornecer ferramentas de relacionamento entre as partes, de forma decisiva e poderosa.

É um desperdício e, muitas vezes, um caso de suicídio, quando empresas lembram das agências de PR somente em momentos de crise de imagem e ameaças instauradas. Os relações públicas precisam e devem participar de todas as etapas de construção da imagem da empresa, mantendo a conexão com todos os  pares, incluindo os times do departamento de marketing e comunicação, até a aprovação final de estratégias e campanhas. Mais do que isso, toda ação e ideia levantadas devem contar com o estudo e a análise da agência parceira em PR.

Mudanças no setor

As agências de relações públicas tradicionais estão com os dias contados. Isso porque elas devem ir além da nota de imprensa. É preciso ampliar a atuação, desenvolvendo ideias para novos canais de mídias sociais e plataformas de interação com públicos. Os esforços serão para a construção de conteúdo inteligente. Menos volume e stress e mais consciência e nicho. Resumindo: a criação de canais próprios de marcas de interação e engajamento é para ontem.

O trabalho de agências com os influencers, os influenciadores digitais como são conhecidos, será mais educativo e colaborativo,  neste momento, no formato cocriação. O custo para manter perfis atualizados é grande, e as empresas precisam se envolver de forma mais dinâmica para proporcionar cenários e experiências. Neste caso, o papel dos relações públicas é desenvolver assuntos em parceria no mesmo modelo que faz com jornalistas e mídias tradicionais. Claro, respeitando a  espontaneidade de cada um.

Porém, nada disso será possível para marcas que insistem em oferecer produtos e serviços de qualidade duvidosa, mesmo porquê, com tudo isso, as pessoas estão cada vez mais conscientes e empoderadas e, é claro, não aceitarão qualquer coisa. 

O caminho natural é a informação como moeda de troca e o compartilhamento justo em forma de parceria, sempre sincera e real. 

Sim, o mundo parece estar melhorando de verdade!

DAMARIS LAGO  – Jornalista e CEO Da AtitudeCom Estratégia em Comunicação

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